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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Animais estranhos? Veja estes!


Animais esquisitos causam um fascínio em nós, como aye-aye, primata dos olhos esbugalhados que parece ter saído do filme Senhor dos Anéis e a camuflada mãe-da-lua, ave que é personagem de lendas no Pantanal e na Amazônia.

A NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL preparou uma galeria com 13 bichos que são tão estranhos que nos fazem questionar se eles realmente existem, e que você pode ver aqui no blog Planeta InVitro hoje!

Você já ouviu falar do peixe-caixa, por exemplo? Seu formato de cubo inspirou o desenvolvimento de um carro mais econômico. E macaco-narigudo, já conhece? As fêmeas da espécie gostam do seu nariz grande e molenga. Veja acima estes e outros animais com características estranhamente interessantes.

diabo-espinhoso - animais estranhos
Apesar do nome amedrontador, o diabo-espinhoso não passa de um pequeno lagarto que vaga pelo deserto australiano e não quer se meter em confusão. A pele desse animal é sua adaptação mais fantástica. Além de ter espinhos afiados, que conferem proteção contra predadores, a pele do diabo-espinhoso é dotada de uma rede de canais muito finos. Nas manhãs, quando a umidade no deserto é um pouco maior - possibilitando a formação de orvalho - a água condensa em seus espinhos e é levada até a boca do lagarto por ação da capilaridade
peixe-sapo - animais estranhos
O melhor jeito de pescar é com uma boa isca. Uma das nadadeiras do peixe-sapo é modificada para enganar suas presas. O animal fica imóvel e balança a nadadeira como uma isca, próxima à boca. Quando um peixe desavisado chega para dar uma mordida, acaba virando a refeição do peixe-sapo 
babirusa - animais estranhos
babirusa vai ao extremo para conquistar uma parceira. Os caninos superiores dos machos perfuram os ossos do nariz, furam a pele e continuam crescendo, em direção à cabeça do animal, até o final da vida. Quanto maior os caninos, maior a chance de conseguir uma parceira. A loucura é tanta que é de estourar os miolos, literalmente. Em alguns casos raros os caninos podem perfurar o crânio e chegar ao cérebro 
aardvark - animais estranhos
Para explicar a estranha aparência do aardvark, é possível dizer que ele é uma mistura de um coelho, um porco e um tatu. Com orelhas grandes, nariz achatado e garras fortes esse mamífero procura por formigas e cupins nas savanas da África
tartaruga-de-casco-mole - animais estranhos
Além de ter um casco que não é rígido, a tartaruga-de-casco-mole tem uma espécie de snorkel natural: quando o fôlego começa a faltar, ela utiliza seu nariz comprido para respirar. Sem tirar a cabeça da água, a tartaruga fica mais protegida contra predadores 
macaco-narigudo - animais estranhos
“Por que esse nariz tão grande?” Essa seria a primeira pergunta de chapeuzinho vermelho ao encontrar o macaco-narigudo. Um nariz grande e molenga é preferência entre as fêmeas da espécie. Porém, essa beleza exótica está ficando cada vez mais rara, já que o macaco-narigudo está ameaçado de extinção
baiacu - animais estranhos
O baiacu está mais para um balão do que para um peixe. Quando está calmo não chama muito a atenção, mas é só ficar estressado para inflar como se fosse uma bexiga de festa. Assim, fica maior e pode intimidar um possível predador 
cobra-cigarra - animais estranhos
cobra-cigarra é um inseto cercado de lendas e mitos. Na Costa Rica existe a crença de que se uma pessoa jovem for ferroada pelo inseto, ela deve ter relações sexuais em menos de 24 horas ou morrerá. No Brasil acredita-se que o animal possui um veneno capaz de levar homens adultos à morte. Na verdade a cobra-cigarra não é tão terrível assim, pois não envenena o homem. Ela se alimenta exclusivamente de seiva, que coleta das árvores com um longo e afiado apêndice bucal (que pode ser confundido com um ferrão capaz de inocular veneno). Existem casos em que substâncias tóxicas de plantas foram armazenadas em animais, o que os tornou venenosos. Porém, até hoje, não há nenhum caso registrado de morte de humanos causada por cobra-cigarra no Brasil
pangolin - animais estranhos
O que é isso? Uma alcachofra ambulante? Não, é o pangolim, um mamífero com aspecto reptiliano. Quando ameaçado se transforma em uma bola blindada e fica protegido contra predadores 
dragão-marinho - animais estranhos
dragão-marinho coloca suas fichas na camuflagem para evitar que acabe no estômago de outro animal. Suas nadadeiras modificadas e seu modo de nadar desajeitado fazem o animal parecer com um pedaço de alga flutuante nos mares do Oceano Índico
peixe-cofre - animais estranhos
Pode parecer estranho, mas o formato cúbico do peixe-cofre, ou boxfish (peixe-caixa, em inglês) melhora sua hidrodinâmica. Assim, ele pode se mover usando uma pequena quantidade de energia. Além disso, o esqueleto do animal é feito de placas ósseas organizadas de uma forma que confere a maior força possível com o menor peso. Esses conceitos foram utilizados por montadoras de automóveis, que desenvolveram carros mais seguros, mais leves e mais econômicos
mãe-da-lua - animais estranhos
“Quando a mãe-da-lua canta é hora de ir para a cama”  Essa é a história que as mães contam a seus filhos noPantanal e na Amazônia.Segundo a lenda, a mãe-da-lua é um espírito que canta no início da noite. Ela procura por crianças que estão acordadas para levá-las para outro mundo. Essa lenda foi originada de uma ave que possui umacamuflagem excelente. Dependendo do ângulo, é quase impossível definir onde o galho acaba e a ave começa. Ela canta uma melodia misteriosa e assustadora no início da noite que, até hoje, faz as crianças correrem pra cama
aye-aye - animais estranhos
“My precious!” Com olhos saltados e grandes orelhas, o aye-aye mais parece uma criatura vinda do Senhor dos Anéis. Vive nas florestas de Madagascar, onde utiliza seu longo dedo médio (que parece um grande graveto) para retirar larvas dos troncos de árvores ocas 


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Medo de Aranha? Veja o top 20 das mais estranhas do mundo


São mais cores, olhos e pernas do que se possa contar. As aranhas causam tanto fascínio, quanto horror entre os humanos. Os entusiastas chegam a pagar centenas de dólares por uma tarântula P. metallica, de pelos roxos e azuis. Enquanto os mais sensatos fogem para longe das treze manchas vermelhas que a viúva-negra mediterrânea carrega no abdômen.

Pequenas e controversas, elas habitam nossos jardins com discrição, tecendo sem ser notadas e nos poupando muitas vezes de insetos indesejados. Algumas destas teias, como o ziguezague em cruz da Argiope sp., ainda intrigam cientistas. Já o ritual de acasalamento da aranha-pavão merece plateia, revelando-se um colorido espetáculo de proporções milimétricas.

As aranhas são donas dos abdomens mais exuberantes do reino animal e reunimos aqui, em uma galeria de fotos, 20 espécies que você não pode deixar de conhecer. Confira!

A aranha Mopsus mormon macho
Para saber se um Mopsus mormon é macho, basta observar o “topete” de fios pretos no topo da cabeça, acompanhado sempre por uma curiosa “costeleta” branca nas laterais.
A aranha-lobo Hogna sp.
Os olhos das aranhas-lobo (na foto, uma Hogna sp.) são dispostos de maneira incomum, em três fileiras. A combinação garante uma visão excelente à espécie, que caça à noite.
A aranha Colaranea viriditas
De abdômen bicolor, esta pequena aranha é a Colaranea viriditas, uma espécie endêmica da Nova Zelândia.
A aranha Kerengga (Myrmarachne plataleoides) macho
aranha Kerengga (Myrmarachne plataleoides) é uma espécie asiática que mimetiza uma formiga. Os machos, como este na foto, têm as quelíceras alongadas e as usam como uma espécie de espada em suas disputas. Já as fêmeas são discretas e mais parecidas com a formiga Kerengga (Oecophylla smaragdina).  
A aranha espinhosa Gasteracantha falcicornis
A pequena Gasteracantha falcicornis faz parte de um colorido grupo de aracnídeos conhecido como “espinhosas”. Inofensivas aos humanos, estas espécies são famosas por seus escudos pontudos.
A aranha Mopsus mormon fêmea
Já as fêmeas Mopsus mormon parecem trajar uma elegante máscara branca, que lembra uma peça rendada e decorada com detalhes vermelhos. Esta espécie é comum na Austrália.
Araneus marmoreus, a tecedeira-marmoreada
Araneus marmoreus são aranhas inconfundíveis. O abdômen opulento, com padrões semelhantes aos do mármore, rendeu-lhes o nome de tecedeiras-marmoreadas.
A aranha Argyrodes colubrinus
Bicho-pau? Olhe de novo. Esta é uma Argyrodes colubrinus, aranha especializada em caçar outras aranhas, como as armadeiras (da família Ctenidae).
A aranha-lince Oxyopes salticus
Os palpos da Oxyopes salticus parecem “calçados” em pantufas pretas. Esta espécie integra um grupo conhecido como aranhas-lince e ajuda agricultores brasileiros a controlar pragas nas plantações de soja.
A tarântula Poecilotheria metallica
As extravagantes tarântulas P. metallica ocupam hoje uma área de menos de 100 quilômetros quadrados em uma reserva na Índia e constam como “em perigo crítico de extinção” na lista vermelha da IUCN (International Union for Conservation of Nature).
A aranha Arachnura higginsi
Parece um escorpião e até se move como um: quando ameaçada, a Arachnura higginsi chega a curvar a cauda para simular um ataque. Entretanto, não há ferrão ou veneno na outra ponta. É mesmo uma aranha.
A aranha espinhosa Micrathena sp.
Outra aranha espinhosa é a Micrathena sp., uma exuberante moradora do Equador (foto). As espécies do gênero costumam ser encontradas em florestas densas – inclusive na Amazônia.
A aranha-caranguejo-das-flores (Misumena vatia)
aranha-caranguejo-das-flores (Misumena vatia) faz jus ao nome: exibe alongadas patas dianteiras, camuflada sobre uma aquiléia-mil-folhas (Achillea millefolium).
A viúva-negra mediterrânica
Ao invés da ampulheta clássica, a viúva-negra mediterrânica ostenta treze gotas no abdômen (o que originou seu nome científico, L. tredecimguttatus). As fêmeas são igualmente venenosas às suas primas americanas e conhecidas por matar bois em áreas rurais da Europa.
A aranha-joaninha (Eresus sandaliatus) macho
Os machos Eresus sandaliatus tornaram esta espécie conhecida como aranha-joaninha (as fêmeas são inteiras pretas). Raras, estas aranhas vêm reconstituindo a sua população, após terem sido consideradas extintas no Reino Unido.
O macho (menor) e a fêmea Herennia multipuncta parecem espécies completamente diferentes de aranhas.
O macho (menor) e a fêmea Herennia multipuncta parecem espécies completamente diferentes de aranhas.
A aranha da cruz de Santo André (A. aetherea e A. keyserlingi)
Talvez as aranhas A. aetherea A. keyserlingi não sejam assim tão distintas visualmente, mas suas teias contam uma história interessante. O padrão em ziguezague, tecido somente pelas fêmeas, é associado à cruz de Santo André. O apóstolo ficou conhecido na tradição católica por ter sido crucificado em uma estrutura no formato de xis – como a teia da foto.
A aranha espinhosa Gasteracantha dalyi
Com longos “espinhos” localizados na parte de trás de seu escudo, a Gasteracantha dalyi afasta possíveis predadores, entre eles, pássaros.
A aranha papa-moscas Maratus spicatus
As aranhas saltadoras (Salticidae), popularmente conhecidas como papa-moscas, podem ser tão pequenas que raramente são notadas. Esta Maratus spicatus, por exemplo, ostenta listras azuis e douradas em seu minúsculo abdômen.
A aranha-pavão Maratus volans
Com menos de cinco milímetros e cores ostensivas, as belas aranhas-pavão (Maratus volans) recebem este nome graças ao seu ritual de acasalamento. Assim como as aves, o macho ergue a parte colorida do abdômen, que se abre como uma aba, junto ao terceiro par de pernas. A dança exótica atrai as fêmeas.

Por: Melissa de Miranda
Fonte: National Geographic Brasil

A culpa não é dos bois

Para não ver seu nome associado ao desmatamento na Amazônia, o Walmart decide monitorar as fazendas que abastecem os frigoríficos de quem compra carne


O ano de 2009 não suscita boas lembranças aos frigoríficos brasileiros que mantêm operações na Amazônia. Foi nessa data que eles se viram sob a mira de duas instituições com potencial para transformar a vida de qualquer empresa num inferno: o Ministério Público e a ONG Greenpeace. A acusação de ambos era que os frigoríficos estavam envolvidos com o desmatamento da região ao comprar carne de milhares de pecuaristas que desrespeitam a legislação ambiental.

As denúncias também mancharam a imagem dos varejistas, entre eles os três maiores do país: Walmart, Carrefour e Pão de Açúcar. Afinal, eles tinham esses frigoríficos como importantes fornecedores de carne e, segundo o Greenpeace, eram "parceiros silenciosos do crime". Na época, todos os envolvidos declararam que se mexeriam para resolver o problema.

Parte dos grandes frigoríficos criou políticas para monitorar a ação dos pecuaristas de quem compra. Já os varejistas, por meio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), apresentaram no final de 2009 um programa ambicioso de controle de origem da carne. Ele incluía severas exigências para os frigoríficos. Na prática, porém, passados quase quatro anos, pouco avançou. A boa notícia é que pelo menos um dos projetos lançados com base nas denúncias saiu do papel.

Ao ver que o sistema imaginado pela Abras emperrava, o Walmart decidiu criar o próprio programa. A empresa começa agora a divulgar as medidas adotadas para reduzir o risco de que sua marca volte a ser associada ao desmatamento.

O passo mais audacioso dado pelo varejista é que ele tem agora um sistema de tecnologia que lhe permite calcular o "risco socioambiental" de cada uma das fazendas que abastecem seus supermercados. Até 2015, todo o fornecimento de carne poderá ser rastreado. Funciona da seguinte forma: feito um pedido de carne pelo software, os frigoríficos informam ao varejista dados da propriedade que irá suprir aquela demanda. O sistema cruza essas informações com imagens de satélite e dados oficiais do governo. Após o cruzamento, o programa qualifica o pecuarista com base em critérios: a propriedade não pode estar localizada em área indígena, protegida, embargada pelo Ibama ou que tenha sido desmatada após outubro de 2009. Além disso, deve estar fora da lista suja do trabalho escravo. Se infringir qualquer uma dessas normas, a fazenda será tachada de "inapta", o pedido será bloqueado e o frigorífico terá de suprir o varejista com carne de outra propriedade. O pecuarista não será, porém, banido para sempre. "Queremos que os produtores sejam mais responsáveis e, por isso, eles ganharão tempo para se adequar", diz Maurício Almada, diretor de perecíveis do Walmart.

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MONITORAMENTO
O sistema começou a ser desenvolvido em 2011 e, desde meados do ano passado, vem sendo testado com a ajuda do frigorífico JBS, o maior do mundo.

Só na Amazônia o JBS negocia com cerca de 30 000 fornecedores de carne. O curioso é que JBS e Marfrig, outro grande frigorífico, já tinham os próprios sistemas de rastreamento. Por que então o Walmart investiu tempo e 500 000 reais para ter seu software de rastreamento? Diz Almada: "Sempre que fomos questionados pela opinião pública tivemos de nos comportar como meros espectadores porque não tínhamos controle da cadeia como um todo". A meta do varejista é que até junho deste ano todos os frigoríficos comecem a fornecer dados para o sistema. Caso isso não ocorra, eles terão as vendas para o varejista suspensas. O objetivo é que em dois anos o programa monitore 100% da produção de carne vinda da região.

A iniciativa do Walmart pode ajudar a reduzir o impacto da pecuária no desmatamento. Não vai, porém, solucionar de vez o problema. Como apontam especialistas do Imazon, ONG dedicada à pesquisa na Amazônia, os sistemas de rastreamento ainda não incluem o primeiro elo da cadeia: as fazendas que vendem novilhos aos produtores que vão engordá-los para fornecer aos frigoríficos. "Ainda assim, não há dúvidas de que o movimento do Walmart deve ser elogiado", diz Marcio Astrini, coordenador do Greenpeace na Amazônia.

Por: Ana Luiza Herzog
Fonte: Planeta Sustentável

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Watson, um dos descobridores do DNA: Lenda Viva


Washington - O biólogo molecular americano James Watson é o único sobrevivente do quarteto de cientistas que descobriu a estrutura do ácido desoxirribonucleico (DNA), e uma personalidade que combinou a fama por este fato com declarações polêmicas.
Watson, que acaba de completar 85 anos de idade, participará nesta quinta-feira na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, da inauguração de um monumento em memória do biólogo molecular britânico Francis Crick, com quem, em fevereiro de 1953, compartilhou a descoberta do modelo de dupla hélice do ácido que contém a informação genética de todos os organismos vivos e é responsável de sua transmissão hereditária.



A descoberta, que inicialmente passou despercebida até nos círculos científicos, e que completa sessenta anos, foi a culminação de uma pesquisa de anos que começou na década de 1860, quando o químico suíço Friedrich Miescher identificou o DNA.

Além de Crick e Watson, a equipe que identificou a estrutura tridimensional do DNA incluiu o físico Maurice Wilkins, nascido na Nova Zelândia, e a biofísica britânica Rosalind Franklin.

Lawrence Bragg, diretor do laboratório britânico Cavendish, onde Watson e Crick trabalhavam, apresentou o modelo de DNA em uma conferência na Bélgica em 8 de abril de 1953, mas a imprensa aparentemente não percebeu a importância da descoberta.

Pouco mais de duas semanas depois, a revista científica Nature publicou um artigo de Watson e Crick e foi aí então que começou a série de pesquisas que deram origem à biotecnologia e às conquistas que antigamente pareciam ficção científica.

Em 1962, Watson, Wilkins e Crick foram agraciados com o Prêmio Nobel de Medicina por "suas descobertas relacionadas com a estrutura molecular dos ácidos nucléicos e seu significado para a transferência de informação no material vivo".

Franklin tinha morrido quatro anos antes, enquanto Wilkins e Crick faleceram em 2004. Em sua longa carreira, que inclui a direção do Laboratório Cold Spring, em Nova York, Watson escreveu vários livros científicos e esteve na vanguarda da pesquisa em biologia molecular.

E também soube causar controvérsia por suas posturas políticas e declarações sobre assuntos tão variados como meio ambiente, irlandeses, negros, homossexualismo, cor da pele ou potência sexual.




"A maldição histórica dos irlandeses não é o álcool nem a estupidez, é a ignorância", disse Watson em uma conferência na Califórnia no mês passado, como se suas opiniões já não tivessem irritado muita gente no passado.

Em 2000, em outra conferência, Watson afirmou que as pessoas de pele mais escura têm maior potência sexual e "por isso temos o amante latino, mas nunca ouvimos falar do amante inglês.

Em outubro de 2007, Watson teve que deixar seu posto de reitor emérito e da junta diretora do Laboratório Cold Spring depois que foram publicadas estas declarações: "eu sou inerentemente pessimista sobre as perspectivas da África, porque todas nossas políticas sociais se apoiam no fato de que sua inteligência é a mesma que a nossa, quando todas as provas dizem que não é assim realmente".

Na década de 1960, quando era professor na universidade americana de Harvard, Watson declarou publicamente seu apoio a uma retirada imediata das tropas dos Estados Unidos do Vietnã, e na década seguinte se uniu a centenas de cientistas contrários à corrida armamentista.

Em 2007, no entanto, em declarações publicadas pelo jornal "Esquire", Watson atacou a esquerda, que segundo ele "não gosta de genética, porque a genética implica muitas vezes que fracassamos na vida porque temos maus genes".

"(Os esquerdistas) querem que todos os fracassos na vida se devam a um sistema ruim", acrescentou. Watson lembrou também que Crick, seu ex-colaborador, disse certa vez que "deveríamos pagar aos pobres para que não tenham filhos".

"Eu acho que agora estamos em uma situação terrível e teríamos que pagar aos ricos para que tenham filhos", continuou. "Se existe correlação alguma entre sucesso e os genes, o quociente intelectual descerá se as pessoas de sucesso não tiverem filhos".

Fonte: Info Ciência


Vírus H7N9 tem origem nas aves, afirma estudo




Paris - Um estudo publicado nesta quinta-feira na revista médica britânica The Lancet confirma que o vírus H7N9, que causou a morte de pelo menos 22 pessoas na China, realmente se origina nas aves, e não há evidência de transmissão do vírus entre seres humanos.
"Cientistas na China confirmaram pela primeira vez que o vírus da gripe A H7N9 foi transmitido por aves, especialmente frangos em um mercado de aves, para o homem", indicou em um comunicado The Lancet.

Depois de uma análise genética do vírus H7N9 encontrado em pessoas doentes e em comparação com o vírus encontrado em uma galinha retirada de um mercado de aves, "os pesquisadores concluíram que as semelhanças entre os vírus isolados sugerem uma transmissão esporádica das aves para pessoas", de acordo com a revista The Lancet.

A vigilância médica das pessoas que estiveram em contato com pessoas infectadas com o vírus não indicou nada. A ausência de sintomas foi observada nestas pessoas, 14 dias após o início do monitoramento, "sugerindo que o vírus não é atualmente capaz de ser transmitido entre seres humanos", indica a revista

Mas a análise genética mostrou que o vírus já adquiriu "algumas características" que fazem com que se adapte a uma infecção entre mamíferos.

Uma adaptação maior do vírus poderia levar a uma "transmissão entre humanos mais eficaz", mas também a infecções com "sintomas menos severos", segundo os autores do estudo.

Um dos autores do estudo, o professor Kwok-Yung Yuen, da Universidade de Hong Kong, disse em um comunicado: "No geral, as evidências em termos de epidemiologia e virologia sugerem que a transmissão ocorre apenas de aves para os seres humanos e o controle (da epidemia entre os homens) dependerá do controle da epidemia em aves".

Os pesquisadores deste estudo conduzido pela Universidade de Hong Kong (sul da China) e Zhejiang, em Hangzhou (leste), sugerem "intervir agressivamente para impedir novas transmissões do animal ao homem nos mercados avícolas" a fim de "minimizar os riscos de uma adaptação maior do vírus" que o tornaria transmissível entre humanos.

Esses cientistas chineses consideram que para impedir o vírus de se tornar responsável por uma "pandemia", será necessário "fechar temporariamente os mercados de aves", "separar as diferentes espécies de aves" e eventualmente implementar "programas de vacinação" dos animais.

O vírus H7N9 é um dos vírus da gripe mais letais. Na quarta-feira um membro de uma equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi à China para investigar esta doença identificada pela primeira vez em um ser humano há algumas semanas.

No total, 108 pessoas foram infectadas com o vírus da gripe aviária, 22 morreram, com uma alta proporção de pessoas idosas, segundo um novo relatório.

Fonte: Info Ciência

terça-feira, 23 de abril de 2013

Download: Manual de Etiqueta Ecológico

Baixe agora o Manual de Etiqueta de Ecologia (formato PDF)




 

Fonte: Planeta Sustentável

Cientistas podem "ressuscitar" espécies antigas


Parece roteiro de ficção científica, mas muitos cientistas já afirmam que em alguns anos os zoológicos receberão moradores inusitados, como o mamute-lanoso (Mammuthus primigenius) ou o tigre-de-dente-de-sabre (Smilodon). Previsões otimistas como esta são possíveis graças ao avanço da ciência, principalmente no campo da genética, que torna cada vez mais próxima da realidade a ideia de trazer de volta à vida animais de espécies que foram extintas.

De certa forma, o homem já conseguiu reverter a extinção pelo menos uma vez. Em 2003, uma equipe de cientistas espanhóis e franceses trouxe à vida uma espécie de cabra selvagem que estava extinta desde o ano 2000, o burcado, ou íbex-dos-pireneus (Capra pyrenaica pyrenaica). Porém o clone, batizado de Celia, nome da última íbex-dos-pireneus, de quem foram retiradas as células para a clonagem, morreu dez minutos após seu nascimento, devido a uma má-formação dos pulmões.

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A clonagem é, dentre as técnicas que podem ser utilizadas para a "desextinção" (neologismo que vem do inglês "deextinction"), a única que possibilita que o animal gerado tenha exatamente o mesmo genoma de um membro da espécie extinta. Porém, para que a clonagem possa ser realizada, é preciso que uma célula viva, ou ao menos um núcleo celular intacto do animal tenha sido conservado, o que só é possível em extinções mais recentes.

Há, no entanto, duas outras abordagens promissoras. Uma delas se baseia no fato de que, mesmo depois de extintos, alguns animais têm partes de seu material genético preservadas em indivíduos de espécies semelhantes. O cruzamento dessas espécies pode gerar a recombinação do material genético até que o animal extinto seja "reconstruído", ou algo próximo a ele.

O consultor ambiental Ronald Goderie e arqueólogo Henri Kerkdijk utilizam esta técnica, conhecida como seleção retroativa (em inglês, back-breeding), em um projeto que visa trazer de volta os auroques (Bos primigenius), espécie de bovino de grande porte, extinto no século 17. Eles preferiram nomear o animal que estão desenvolvendo desde 2008 como Tauros, um substituto moderno do auroque, uma vez que ainda não se sabe exatamente o quão parecido geneticamente esse animal poderá ser em relação ao parente extinto.




assado distante - Outra técnica é a engenharia genética, que permite tentar trazer de volta animais que foram extintos há mais tempo. Ela requer apenas que o genoma do animal tenha sido sequenciado, e que ele possua um "parente próximo". Assim, os pesquisadores podem inserir trechos do material genético do animal extinto que correspondem às suas características específicas no genoma de um animal próximo a ele, a fim de obter novamente a espécie desaparecida.

É o que diversos pesquisadores estão tentando fazer com o pombo-viajante (Ectopistes migratorius), espécie nativa da América do Norte que tem peito avermelhado e cauda mais longa do que os pombos comuns. Essas aves viviam em bandos tão numerosos que, em época de migração, chegavam a encobrir a luz do sol durante seus voos. A caça indiscriminada fez com que esse animal tão abundante fosse extinto. Em 1900, o último animal em estado selvagem foi morto e, em 1914, o último exemplar que vivia em cativeiro, a fêmea Martha, morreu no zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos.

Mesmo com tantos métodos diferentes, alguns feitos ainda estão fora de cogitação. Os dinossauros, por exemplo, devem continuar restritos às telas de cinema: extintos há cerca de 65 milhões de anos, o processo de deterioração natural de seus restos fossilizados impossibilita a recuperação de material genético desses animais.

Já o mamute-lanoso, extinto há cerca de 10.000 anos, pode voltar a caminhar sobre a Terra. Os restos do animal, encontrados com frequência no solo congelado do Ártico, onde ele habitava, permitiram que os cientistas sequenciassem seu genoma. Essa informação, bem como a existência do elefante, considerado um parente próximo o bastante para que os mamutes possam ser gerados por fêmeas de elefantes, torna possível, ao menos teoricamente, trazer de volta esses animais. Resta saber, e vários estudiosos já se dedicam ao tema, se seria ético trazer animais de volta à vida.

por: Juliana Santos
Fonte: Planeta Sustentável